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CALHA REBAIXADA, sobressaltos menores
Obras de aprofundamento no rio Tietê ajudam no combate às inundações
Inundações nas ruas e avenidas da cidade são assunto recorrente em São Paulo. Algo que vem de longe, de pai para filho, de avô para neto. Agora, porém, brilha uma esperança mais sólida de que os grandes problemas – e até tragédias – provocados pelos transbordamentos de rios e córregos possam vir a ser atenuados em futuro próximo. Estão em execução obras visando o aprofundamento da calha do rio Tietê, que, uma vez completas, deverão reduzir substancialmente os efeitos nefastos das pontuais chuvas do verão metropolitano. Os trabalhos para o rebaixamento médio de 2,5 metros do greide de fundo do rio Tietê, entre o Cebolão (barragem móvel) e o início do lago da barragem Edgard de Souza, na confluência com o rio Pinheiros – numa extensão de 16 quilômetros –, constituem a primeira etapa das obras contra enchentes da Região Metropolitana de São Paulo que o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) vem realizando desde meados de 1998.O projeto, que também prevê o alargamento do rio, está sendo implementado em três trechos (ou lotes). O trabalho envolve escavações e explosões ao longo de um percurso fluvial que passa pelos municípios metropolitanos de Osasco, Barueri, Carapicuiba e Santana do Parnaíba. As obras dessa primeira etapa – num investimento previsto em R$ 180 milhões – estão sendo financiadas pelo governo japonês, por meio do Overseas Economic Cooperation Fund (OECF), que responde por 75% das aplicações financeiras contratadas. A contrapartida – de 25% do total – é do governo paulista.Numa segunda etapa – ainda em negociação com a OECF –, está previsto o mesmo rebaixamento médio de 2,5 metros na cota de fundo do rio, desta vez numa extensão de mais de 24 quilômetros, tendo como pontos de referência o Cebolão e a Barragem da Penha. Para essa fase estão previstos investimentos da ordem de R$ 370 milhões. Trata-se de obras a serem concluídas num prazo aproximado de 30 meses... |
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