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CPOS o braço técnico das obras públicas

 

 

A solução de problemas sérios como a falta de penitenciárias e cadeias públicas no Estado de São Paulo passa por trilhas nem sempre muito visíveis para o cidadão comum. Um desses canais chama-se CPOS - Companhia Paulista de Obras e Serviços. Trata-se de uma empresa de economia mista que realiza os projetos e presta consultoria e gerenciamento das edificações públicas paulistas, na qual o Estado participa com 99,9% das ações, ficando o pequeno restante com a Prodesp, outra companhia mista estadual.

Com participação decisiva na construção de 21 penitenciárias na primeira gestão do governo Mário Covas, a CPOS foi criada em 1991 a partir do antigo DOP - Departamento de Obras Públicas, uma autarquia que funcionou por 150 anos seguidos e ajudou a executar as principais obras públicas do Estado, tendo sido extinto no final da década de 80. Conta atualmente com 170 funcionários concursados, boa parte deles engenheiros e arquitetos. Esse número, no entanto, já foi bem maior: 946 funcionários no início dos anos 90.

Segundo Robert Henry Srour, presidente da companhia, o programa das 21 penitenciárias foi o maior já realizado no País em toda a sua história, e redundou na criação de 20 mil novas vagas para reclusos. "Se fossem considerados os preços históricos do programa e se procedesse à devida atualização, ele teria custado aos cofres públicos cerca de R$ 570 milhões. No entanto, nós gastamos não mais de R$ 230 milhões, graças, principalmente, ao cuidado de fazer licitações competentes, como, aliás, é nosso dever".

Srour recorda que a CPOS foi criada com o projeto de cuidar de todas as edificações públicas do Estado. Ou seja, hospitais, penitenciárias, cadeias públicas, delegacias de ensino, postos policiais, reformas de todos os prédios públicos, além de prestar serviços com relação a edificações pertencentes a outras entidades do Estado. Desde o início do primeiro mandato do atual governador, a empresa tem se ocupado, em grande escala, dos projetos de construção de cadeias públicas, penitenciárias, unidades de Poupa Tempo (centros integrados de serviços prestados ao cidadão), além de cuidar das obras da Febem. Além disso, a empresa é responsável por uma série de obras de reformas de unidades da CEETEPS - que são escolas técnicas estaduais. Tem também sob sua responsabilidade o arquivo técnico do Estado, mais de 100 mil plantas representando todo o passado. "Temos todas as plantas do Teatro Sérgio Cardoso e do Museu do Ipiranga, por exemplo", diz Srour.

 

Serviços - A empresa costuma oferecer um pacote completo de serviços para seus clientes, normalmente secretarias estaduais, a chamada administração direta. "Como se sabe", diz Srour, "os órgãos públicos precisam, antes de mais nada, proceder à licitação para definir qualquer tipo de contratação visando obras". Desta forma, vai explicando ele, é necessário, em primeiro lugar, definir o terreno. A CPOS faz as devidas vistorias e respalda o governo na escolha do local mais adequado. Depois disso procede às avaliações técnicas e financeiras.

Após essa fase, a empresa é contratada para realizar os projetos da obra. Ou seja, os projetos básicos, executivos e de implantação. A seguir, vem a fase em que se orça o projeto. A CPOS faz, além disso, o Boletim de Custos de Insumos da Construção Civil, nos moldes dos levantamentos efetuados pela Editora Pini. Trata-se de um CD-ROM em que estão arrolados todos os custos de matérias-primas utilizadas em obras. "Não dependemos de fora para nada, pois contamos com equipes que realizam pesquisa de mercado e definem todos os custos", explica Srour.

Esses índices servem não apenas para consumo interno da empresa, como são colocados à disposição de quem quiser adquiri-los. O CD-ROM custa R$ 100,00. "A função da CPOS, por lei, é a de manter esse boletim atualizado. Agora, com a inflação estabilizada em patamares baixos, a periodicidade é semestral", informa ele...

 

         

     

 

             
     

 

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