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trecho oeste do

 rodoanel de são paulo

entra na reta de chegada

 

As obras prosseguem a toque de caixa

 para que a primeira etapa seja

 entregue em 31 de outubro.

 

O ritmo febril dos três mil operários distribuídos em 39 frentes de trabalho ao longo dos 32 quilômetros do Trecho Oeste (seis lotes) é a evidência mais convincente do empenho em se completar a primeira etapa da obra do Rodoanel de São Paulo até o final de outubro próximo. O principal responsável por manter os trabalhos a toque de caixa é um engenheiro paulistano de 53 anos, formado pelo Mackenzie em 1969, Raymundo D’Elia Júnior, gerente da Divisão de Obras do Rodoanel. Oriundo do Metrô, onde começou a trabalhar em 1972, D’Elia Júnior foi cedido à Dersa quando começou a execução do trecho, em 1998.

O seu dia mais importante – e difícil – da semana acontece às quartas-feiras e não é vivido no meio das máquinas e da peãozada, mas sim numa ampla sala de reuniões do oitavo andar do prédio da Dersa, na rua Iaiá, no bairro paulistano do Itaim. Nesse dia, logo às 8 da manhã, são reunidas cerca de 35 pessoas, entre fiscais de obras, técnicos da Dersa, supervisores de obras e a própria equipe que trabalha diretamente com D’Elia Júnior. Quase todos são engenheiros. "Colocamos em dia tudo o que aconteceu na semana e determinamos quais a providência a tomar", diz ele.

A reunião vai até as 14 horas, quando todos saem para almoçar. Voltam às 15 horas. Os supervisores rumam novamente para os canteiros, mas os demais integrantes ficam para encontrar-se com os representantes das construtoras que executam a obra. Essa segunda parte se estende até as 19 horas. "No final, todo mundo está falando a mesma língua e cada um leva sua lição de casa para fazer".

E o dia-a-dia, como é? "Consiste basicamente em apaziguar brigas de toda espécie. Qualquer grande obra só sai assim. Papel não reclama de ninguém. Mas existem os conflitos de interesses e, como é natural, cada um puxa para o seu lado. Mediar tudo isso é o meu grande papel", descreve D’Elia Júnior. Às segundas-feiras, pela manhã, ele pode ser visto nos lotes 1, 2 e 3 com os fiscais. À tarde discute com o pessoal das empreiteiras. Às sextas, tudo igual, só que nos lotes 4, 5 e 6. "Às quartas, porém, coordeno toda a logística da operação dentro e fora de casa e num dia só"...

         

     

 

             
     

 

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