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             rodoanel,

        a ponta de um iceberg logístico

                   

A grande obra se inscreve no contexto de um

esforço gigantesco visando a implantação de uma

eficiente intermodalidade de transportes de carga no Estado.

 

 

Ninguém duvida da importância excepcional da construção do Rodoanel de São Paulo para desviar o imenso fluxo de caminhões e carretas – mais de 100 mil por dia – de dentro da capital para fora da região metropolitana. Nem todos, porém, estão a par de que o empreendimento é apenas a pontinha de um esforço logístico hercúleo destinado a dotar o Estado de um eficiente sistema intermodal de transporte de cargas, envolvendo ferrovias, aeroportos, hidrovias e dutovias. O primeiro trecho – cuja execução começou em outubro de 1998 – avança na região Oeste da Grande São Paulo com seus três mil trabalhadores espalhados ao longo de 32 quilômetros, entre a Rodovia Régis Bittencourt, no município de Embu, e a Estrada Velha de Campinas, em Perus.

Segundo o Plano Diretor de Desenvolvimento de Transportes (PDDT Vivo), concebido pelos técnicos da Secretaria estadual dos Transportes para o horizonte 2000/2020, o predomínio da carga geral reclama a construção de uma infra-estrutura física aliada a um salto de modernização institucional. A intenção é formar um complexo de transportes capaz de veicular grandes volumes de carga "unitizada", com destaque para os contêineres. E buscar um equilíbrio maior na matriz de transporte paulista, em que a rodovia participa com exagerados 93,2%, a ferrovia com mirrados 5,3%, ficando a pequena parcela restante com o aeroporto, a hidrovia e a dutovia.

Na visão dos planejadores, o arcabouço desse complexo é essencialmente intermodal. Mas eles não se iludem quanto ao fato de que sua implementação enfrentará desafios consideráveis em termos de: sistemas físico-operacionais adequados; coordenação, informação e flexibilidade; aparato regulatório descomplicado; financiamento e parceria público/privada.

Pelo PDDT Vivo chegou-se à conclusão de que os investimentos necessários para a malha física do Estado, nos próximos 20 anos, se situariam em torno de R$ 34 bilhões, a preços de hoje. Sua distribuição, pelos vários modais, ficaria assim constituída: rodovia, R$ 22,5 bilhões; ferrovia, R$ 5,6 bilhões; porto marítimo, R$ 3,1 bilhões; aeroporto, R$ 2,3 bilhões; dutovia, R$ 800 milhões; hidrovia, R$ 100 milhões...

         

     

 

             
     

 

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