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ÁREAS REMANESCENTES E MEIO AMBIENTE

                            RODOANEL DE SÃO PAULO

 

 

Terrenos que restam após as desapropriações vão merecer tratamento produtivo; restrições

 ambientais influenciam o traçado.

 

 

Olhando a maquete do Rodoanel de São Paulo, em exposição no saguão do prédio da Secretaria dos Transportes, no bairro do Itaim, percebe-se claramente que o projeto constitui uma circunferência batida em que a Região Oeste está mais próxima das áreas urbanas. O Trecho Oeste é o de execução mais complicada por esse fato: as favelas dessa parte da periferia de São Paulo aumentam mês a mês. A densidade do trecho é tão grande, que o gerente da Divisão de Projetos da Dersa, Euclides Corrêa Júnior conta que existe um técnico na estatal paulista só para trabalhar com os remanejamentos das interferência físicas da região: postes da Eletropaulo, torres da Cesp, cabos de TV, dutos da Sabesp, Petrobras, Shell, etc., etc. "Se essa parte física já é complicada, imagine então como fica, considerando-se os reassentamentos de moradores", salienta ele.

Tudo isso significa, em muitos casos, desapropriações. Das cerca de 2.000 famílias envolvidas, quase a metade optou por receber indenizações pelas benfeitorias avaliadas, e deixar o local por conta própria. As demais optaram por programas de reassentamento. As áreas remanescentes do Rodoanel, por sua vez, são provenientes das desapropriações de áreas necessárias para servir como bota-fora, depósito de material excedente ou jazida. Esse é um recurso extremo que procura ser evitado, mas como resulta muito caro transportar esse material para áreas a 10 ou 15 quilômetros de distância – um dinheiro que se gasta e não se tem nada no final –, a Dersa se vê obrigada a desapropriar áreas. "Depois da obra pronta, essas áreas ficam disponíveis para outras utilizações que não a de leito de estrada, ainda que sempre fazendo parte do Rodoanel", explica o diretor administrativo da Dersa, Reynaldo Rangel Dinamarco.

A área total a ser desapropriada para a execução do Trecho Oeste está em torno de 5,2 milhões de metros quadrados. Já foram desapropriados 95% desse total. "Ou seja, já temos a emissão de posse de uma área de 4,9 milhões de metros quadrados", revela Dinamarco. Segundo ele, a área remanescente do trecho deve ficar com cerca de 500 mil metros quadrados...

 

 

         

     

 

             
     

 

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