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Gestão do Trânsito na metrópole de São Paulo Ações para a melhoria da segurança e fluidez do trânsito
POR RONALDO SOUZA CAMARGO
O
Cenário das Vias Públicas no
Município de São Paulo A
frota de veículos do Município de São Paulo, apresentou nos últimos
20 anos um crescimento da ordem de 300%. Em 1977 essa frota era composta
por um milhão e duzentos mil veículos cadastrados, sendo que em 1997
esse número saltou para quatro milhões e oitocentos mil veículos,
entrando em circulação em média quinhentos novos veículos por dia. Esse
crescimento da frota fez com que no período de 1980 a 1997, São Paulo
atingisse um dos maiores níveis mundiais no aspecto de ocupação e
urbanização, significando hoje quase um veículo para dois habitantes,
índices idênticos aos de Tóquio e Nova Iorque. Essa
frota está distribuída em um sistema viário composto por 16 mil quilômetros
de vias, sendo 12 mil quilômetros de vias pavimentadas. Desses 12 mil
quilômetros que compõe o sistema viário principal, pouco mais de 20%
são classificados em vias estruturais (1.196 km) e vias coletoras
(1.522 km), sendo o restante (aproximadamente 9.300 Km), composto por
vias locais. Um
fato relevante é observado no mini anel viário metropolitano, mais
precisamente em três das suas vias: Marginais Tietê e Pinheiros e Av.
dos Bandeirantes, que somadas apresentam um volume diário médio (VDM)
de um milhão trezentos e cinqüenta mil veículos, correspondente a um
terço da frota rodante da cidade de São Paulo. A composição do tráfego,
fato bastante preocupante principalmente na Marginal Tietê, que possui
82% do volume total composto por automóveis com taxa de ocupação de
54%, e 16% desse volume é composto por caminhões a uma taxa de ocupação
de 42%. Na
evolução da escolha modal de viagens, verificamos que no período de
1977 a 1997 ocorreu um decréscimo em torno de 10% na utilização do
transporte coletivo sobre pneus ou seja 0,5% ao ano. O sistema metroviário
cresceu muito pouco, e o sistema ferroviário praticamente se
estabilizou e o ônibus, que era sem dúvida nenhuma, uma forma ideal de
transporte coletivo sobre pneus também baixou. Os trilhos não
cresceram satisfatoriamente, sendo observada uma redução de quase 20
pontos percentuais em apenas 20 anos, o que contribuiu para o aumento do
transporte individual que apresentou crescimento de 10% nesses 20 anos,
crescendo também em 10% a opção pelo automóvel... |
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