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O GERENCIAMENTO NA CPOS

 

RUI ARRUDA CAMARGO/EMÍLIO MARTINEZ Y MARTINEZ


 

O QUE É A CPOS?

CPOS - Companhia Paulista de Obras e Serviços é uma empresa de economia mista cujo principal acionista é o Governo do Estado de São Paulo. É vinculada à Secretaria de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras.

Constituída em 8 de outubro de 1991, sucedeu ao antigo DOP - Departamento de Obras Públicas. Presta serviços técnicos de engenharia e de desenvolvimento patrimonial aos órgãos da Administração Pública Estadual.

Atua principalmente na elaboração de projetos, obras (análise técnica e gerenciamento), desenvolvimento patrimonial (principalmente na realização de avaliações de imóveis e análise fundiária com vistas a alienações ou implementações de empreendimentos), emite o Boletim de Custos que é referencial de preços para as obras do Governo do Estado, assessora processos licitatórios e é fiel depositária dos desenhos e memoriais descritivos e de cálculos dos próprios do Governo do Estado, cujo acervo contém originais de desenhos que podem ser considerados como sendo históricos.

 

O QUE É O GERENCIAMENTO?

Um empreendimento, seja qual for - a construção de um edifício, uma corrida de carros Fórmula 1, um mega-show de rock, a construção de uma estrada - deve ser precedido por uma série imensa de atividades que, somadas, dão como resultado a materialização do empreendimento. Se essas atividades não forem planejadas, harmonizadas e acompanhadas durante sua execução, certamente ocorrerão transtornos que podem inviabilizar o empreendimento. É o gerenciamento que faz com que um empreendimento aconteça da forma mais adequada.

O gerenciamento sempre foi praticado intuitivamente. Provavelmente, na construção das pirâmides do Egito ele foi praticado de modo empírico.

Porém, foi no decorrer da Segunda Guerra Mundial - onde complexas operações militares envolveram a ação conjunta de várias unidades da Força Aérea, Marinha e Exército, e, ainda por cima, pertencentes a diferentes países - é que essas operações exigiram planejamento rigoroso e controle preciso de sua implantação. Assim, começaram a surgir os primeiros gráficos de Gantt e as redes PERT-CPM que, com alguns aperfeiçoamentos, são intensamente utilizados até os dias de hoje, constituindo a base do planejamento e acompanhamento que, por sua vez, o gerenciamento de empreendimentos traduz.

 

O GERENCIAMENTO NA CPOS

É um erro considerar o gerenciamento como sendo um custo adicional de um empreendimento. Esse serviço, se executado criteriosamente, em conjunto com a empresa construtora, leva a uma somatória de economias no decorrer da obra, na medida em que evita desperdícios de insumos como mão-de-obra e materiais. Ao final do empreendimento, tais economias cobrem o custo do gerenciamento.

É claro que não se trata de milagre. Essas economias são conseguidas por meio de um planejamento minucioso, factível e eficaz que engloba todos os serviços do empreendimento.

De nada adianta planejar se não houver um empenho real do empreiteiro, juntamente com o acompanhamento rigoroso das tarefas que estão sendo executadas por parte da gerenciadora. Isso garantirá a manutenção dos prazos e dos custos estabelecidos pelo planejamento. É dessa maneira que se consegue o pleno sucesso do empreendimento.

A CPOS presta, sob contrato, serviços técnicos especializados de gerenciamento, principalmente a entidades do setor público que não possuem uma estrutura própria para tal.

A CPOS produz serviços técnicos de boa qualidade, pratica preços competitivos e pode ser contratada por dispensa de licitação. Consegue, assim, sensibilizar seus clientes que, na realidade, são parceiros no empreendimento.

A configuração da relação entre duas entidades estatais, como é o caso presente (órgão e CPOS), é que fornece o aval dessa parceria, pois ambos têm em comum o princípio de utilizar corretamente os recursos públicos e revertê-los para um adequado serviço prestado à população.

Claro está, que uma empresa da iniciativa privada poderá, tanto quanto a CPOS, ser contratada para executar o gerenciamento de uma obra pública, porém um dos objetivos legítimos dessa empresa privada, que é o lucro, não estará prioritariamente colimado com o interesse público. É esse então um dos principais fatores que justifica a existência da CPOS tal como está concebida.

 

PRINCIPAIS AGENTES

NO GERENCIAMENTO

No contexto de uma obra, interagem três principais entidades - o tripé do empreendimento: CPOS; cliente; e empresa construtora.

Há um equilíbrio entre esses três agentes que deve ser preservado, pois dele depende o sucesso do empreendimento como nos mostra a figura 1.

Nota-se claramente a existência de interfaces entre essas três entidades - duas a duas. Elas devem ser cuidadosamente administradas para que não exista duplicidade administrativa que possa gerar problemas de toda ordem no empreendimento. Os exemplos mais comuns desses problemas que surgem na superposição de atribuições são a duplicidade de comando que provoca ações desconexas e, tão ou mais problemático que isso, a ausência dele provocada pelo sentimento pelo qual um dos envolvidos supõe que o outro se responsabilizou por tal ou qual tarefa.

O mais grave, porém, é a interface tríplice visualizada no centro do diagrama que deve ser sempre evitada. Ela pode ser evitada com uma ação da CPOS através do planejamento integrado e do acompanhamento criterioso do desenvolvimento do empreendimento. É nessa área do diagrama que podem surgir conflitos durante a implantação de uma obra.

Não é difícil imaginar que os problemas exemplificados para a interface dupla podem ser agravados na tríplice...

 

         

     

 

             
     

 

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