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A evolução técnica da CPOS
POR IVAN METRAN WHATELY*
A Companhia Paulista de Obras e Serviços - CPOS, empresa de economia mista do governo do Estado de São Paulo, foi criada em 1991 com a finalidade de gerenciar as obras de edifícios públicos. A partir de 1995, desde o início da administração do governador Mário Covas, passou por uma forte reestruturação. Houve uma drástica redução das despesas, bem como do número de funcionários. Para desempenhar suas atividades com eficiência, foi implantada uma estrutura organizacional matricial e foram criadas unidades para gerenciamento de empreendimentos. As modificações administrativas e de pessoal implementadas na CPOS, com vistas a torná-la uma empresa eficiente, exigiram, paralelamente, a adoção de metodologias mais avançadas na prestação de serviços técnicos de engenharia para gerenciamento de empreendimentos. As modificações foram basicamente um aprimoramento dos recursos técnicos mais adequados às suas demandas. Sendo a prestação de serviços de engenharia a sua missão, dentre as ações de reestruturação da empresa, procurou-se valorizar a área técnica nos seus aspectos mais amplos e significativos. Da mesma maneira que uma empresa privada busca se capacitar e adota uma política de qualidade, a CPOS redesenhou todos os seus setores, visando melhorar o seu desempenho. As inovações metodológicas introduzidas implicaram mudanças físicas do espaço e do equipamento de trabalho para se adequarem às transformações operacionais e funcionais do dia-a-dia da empresa. Como não há uma solução única no âmbito dos serviços de engenharia, surgiram, assim, numerosos aprimoramentos que são vitais para alcançar os objetivos. Desde o início da reestruturação, entendeu-se que para atingir resultados satisfatórios, os serviços prestados deveriam contar com avanços tecnológicos, para reverter em benefício dos clientes. Isto é, a modernização da empresa tinha como objetivo racionalizá-la para que pudesse prestar serviços competentes com custos competitivos. Para tanto, capacitaram-se recursos humanos e repensou-se a infra-estrutura de trabalho. A evolução técnica foi decorrente da busca da qualidade ou da melhoria contínua de todas as áreas da empresa. Consistiu no "upgrading" das atividades da empresa nas áreas de normas técnicas, apoio de informática, elaboração de projetos, assessoria técnica, orçamentação e planejamento. Os resultados obtidos no gerenciamento dos empreendimentos foram conseguidos mediante o aprimoramento dos instrumentos de programação e controle, alicerçados na infra-estrutura de informática e de normatização dos procedimentos de trabalho. A seguir estão descritas as principais ações.
NORMATIZAÇÃO As características de multiplicidade, típicas do gerenciamento de obras, geravam dificuldades para as equipes técnicas em todas as fases da prestação de serviços de engenharia, tanto na sua organização, quanto no seu controle. A ausência de uniformidade metodológica da empresa e a falta de homogeneidade dos técnicos tirava agilidade e eficiência na abordagem dos serviços. Optou-se pela padronização dos procedimentos com o objetivo de reduzir os problemas potenciais, estabelecendo rotinas e racionalizando as tarefas de campo e de escritório. Foram preparadas normas para orientar todas as atividades dos funcionários, quer relacionadas com gerenciamento, quer com as atividades administrativas internas à empresa. Elaboraram-se normas para orientar vistorias, acompanhar sondagens a percussão ou execução de poços profundos; definiram-se minutas de editais, contratos, ofícios e relatórios técnicos; e criaram-se planilhas padrão específicas para todas as atividades. No caso de levantamentos de campo, por exemplo, há planilhas para orientar vistorias de terreno, de reformas de edificações e de obras novas. Não se tratou de burocratizar as tarefas, mas de ganhar tempo, clarificar todas as etapas do trabalho e homogeneizar os procedimentos com qualidade na prestação dos serviços. O banco de normas foi montado pelos funcionários da CPOS, no âmbito das competências peculiares de cada área. Foi uma mudança de visão da empresa em relação à abordagem dos problemas. No gerenciamento de obras de implantação complexa, como as penitenciárias, ainda persistem situações não previstas, em que se precisam soluções novas. Todavia, não há mais necessidade de se inventar cada vez uma rotina ou abraçar uma nova metodologia da qualidade... |
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