![]() |
www.brasilengenharia.com.br |
||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
e d i ç ã o 5 3 4 / 1 9 9 9
ENERGIA, ECONOMIA E ECOLOGIA parte I
POR LAURO DE MORAES FARIA*
Qualquer
atividade econômica é realizada pela ação da mão-de-obra sobre os
insumos da produção, transformando-os em produtos. Esses
insumos são de duas espécies – os gerais e os energéticos. Os
primeiros contam-se por bilhões de bilhões no globo terrestre e
representam todo e qualquer material que entra nos processos produtivos,
passivamente. Os insumos ativos ou energéticos, entretanto, são a
"extensão do braço humano", e agem sobre todos os demais.
Representados por algumas dezenas de materiais apenas, a eles se deve o
assombroso desenvolvimento econômico-produtivo dos povos. Este
conceito é fundamental para, definindo o papel da energia na economia
produtiva, mostrar a sua enorme importância, que todos sentem, mas
poucos compreendem devidamente. Aprofundando
mais esta questão, isto é, considerando os insumos da produção
divididos em duas classes - os gerais e os energéticos - nota-se que
podemos tomar estes últimos como figurando obrigatoriamente em toda e
qualquer atividade econômica, seja uma indústria, uma exploração agrícola,
mineral ou pesqueira, um comércio, um transporte, um serviço ou
atividade educacional ou esportiva, enfim tudo, influindo sempre no
custo final. Em outras palavras: a energia está presente em qualquer
circunstância, sob alguma forma. DA
ENERGIA PRIMITIVA
AO PETRÓLEO O
primeiro insumo energético utilizado foi a lenha, para produzir fogo,
à qual juntaram-se o vento, a água e o carvão vegetal. Durante
dezenas de séculos era somente disto que se dispunha para a realização
de qualquer processo produtivo. Foi
somente após a descoberta da América que se vulgarizou, na Grã-Bretanha,
o uso do carvão mineral, o qual se tornou a grande mola a impulsionar a
chamada "primeira revolução industrial". O emprego inicial
deu-se na máquina a vapor e na siderúrgica a coque. A
descoberta do petróleo, bem como o desenvolvimento da sua destilação,
a partir de 1860, presenteou a humanidade com uma nova fonte de energia
fóssil, que se expandiu de maneira avassaladora. E houve razão para
isso: o fantástico "leque" de produtos obtidos com a destilação
permitiu atender com mais economia, simplicidade, comodidade e higiene,
as necessidades energéticas. A
substituição da desengonçada e fumegante máquina a vapor pelos mais
eficientes e cômodos motores de combustão interna e o emprego dos
simples e econômicos queimadores a óleo em lugar das incômodas, sujas
e esbanjadoras fornalhas de grelha, são fatores que só podiam ser
saudados como bem vindos pela humanidade empreendedora. O
campo dos petrolíferos, porém, não se deteve aí, pois o
desenvolvimento da petroquímica, deixando o mundo dos energéticos e
penetrando no dos insumos gerais, veio aumentar sobremaneira as
possibilidades. Era
preciso que a mãe-terra proporcionasse abundância do produto, para que
a bem-aventurança petrolífera fosse ainda mais exalçada. E isso
aconteceu pela descoberta de possantes jazidas nos EUA, no México, na
Venezuela, na URSS, na Malásia, na África do Norte e do Centro, e em
mais alguns lugares, mas a natureza foi particularmente pródiga no
Oriente Médio, em torno do Golfo Pérsico. Ali encontrou-se cerca de
metade do petróleo conhecido do mundo. A
combinação da utilidade com a abundância propiciou impressionante
surto de exploração. "Os
primeiros 200 bilhões de barris foram extraídos e consumidos em 109
anos, de 1859 a 1968. Em seguida, apenas 10 anos (1968-1978) foram
suficientes para a extração e o consumo de mais de 200 bilhões de
barris". O
entusiasmo e a confiança na descoberta de novas jazidas eram grandes,
começando o uso do petróleo a ser proposto para aplicações tais como
ser injetado em altos-fornos, em fornos de produção de aço e no novo
ramo siderúrgico - a redução direta. O emprego do petróleo atingiu
assim novos setores, numa incontida generalização. Descobrir
petróleo tornou-se o "máximo da felicidade", qualquer nova
jazida sendo acolhida com indiscutível "embevecimento", como
era, no tempo dos nossos antepassados, a descoberta de minas de ouro. O
quadro da produção de energia no mundo moderno não seria completo, se
não considerássemos mais uma fonte energética, também nascida no século
XIX, a qual divide com o petróleo a preferência mundial. Trata-se da
eletricidade, que em dadas circunstâncias, isto é, nos motores
estacionários, na iluminação e nas aplicações térmicas a baixa
temperatura, é mesmo mais limpa, prática e econômica. Das
suas duas formas de obtenção - a hidráulica e a térmica - esta última
depende, de forma substancial do petróleo, sobretudo através do óleo
diesel. A geração térmica da eletricidade é, também, a forma de
aproveitamento pacífico da energia nuclear... |
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
& artigos
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|
|
|||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
|
|
||||||||||||
|
|
|||||||||||||
|
ENGENHO EDITORA TÉCNICA LTDA. / Todos os direitos reservados, proibida a reprodução / Copyright© 2000 |
|||||||||||||